Por aqui nada.
A velha teia, e a respectiva fixação pela incerteza.
A tremer de estaticidade.
O coração vago e rancoroso.
Antemanhã em nulidade absorta...
O esquecimento de despontar com os sentidos,
e a consciência revoltando-se.
Derivei hoje progressivamente,
declinando o rumo,
a estrada afundando-me em todo o seu alcatrão.
Sensação de erro absoluto...
Mas afinal,
é só um outro dia.
Valha-nos a regeneração
enquanto não formos cinza.
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
domingo, março 30, 2008
sábado, março 15, 2008
Os dissertantes
procuram ao caminhar
as altitudes
de escrever o vinho,
de procurar
embriagar
a incerteza de estar.
Ladram ao vento
os cães da planície
que poisa o mundo
e alisa ao fundo
da caminhada
o Sonho Apagado,
dissipação.
A côr das nuvens,
quando branca,
é a aura da montanha
que coroa
o espírito e desenha
a canoa
que dormita sem manha.
O seu adeus
é o sol posto,
os tons rubros
nostálgicamente.
Oh, linha do horizonte,
és o cais em que aporta
o silêncio de Tudo
e o som de Nada,
a quimera maíuscula
de que se vangloriam
contradizendo-se
os Neófitos...
Sorrio hoje
a tristeza íntima
dos nómadas,
alegre de passagem
na alvorada
que o Sol invoca
no coração cego
das horas.
Oh,
como choro
quieto
este país
estendido à verdade
das auroras
interiores,
este local em que sitio,
afinal,
a mentira da ocupação
que enfim adormeço
num ponto final.
procuram ao caminhar
as altitudes
de escrever o vinho,
de procurar
embriagar
a incerteza de estar.
Ladram ao vento
os cães da planície
que poisa o mundo
e alisa ao fundo
da caminhada
o Sonho Apagado,
dissipação.
A côr das nuvens,
quando branca,
é a aura da montanha
que coroa
o espírito e desenha
a canoa
que dormita sem manha.
O seu adeus
é o sol posto,
os tons rubros
nostálgicamente.
Oh, linha do horizonte,
és o cais em que aporta
o silêncio de Tudo
e o som de Nada,
a quimera maíuscula
de que se vangloriam
contradizendo-se
os Neófitos...
Sorrio hoje
a tristeza íntima
dos nómadas,
alegre de passagem
na alvorada
que o Sol invoca
no coração cego
das horas.
Oh,
como choro
quieto
este país
estendido à verdade
das auroras
interiores,
este local em que sitio,
afinal,
a mentira da ocupação
que enfim adormeço
num ponto final.
Maré de palavras,
as frases soltas,
nenhuma onda
encontra a quilha...
Pedaços de vida,
museu do eu,
para que tu vejas,
para que tu vejas...
A rotunda tem música
e eu tenho regras,
há que violar
a pauta
para que nasça
a flauta.
Alegrem-se,
árvores laterais,
que a viagem
é.
(Turbilhão)
(Paz e vento)
(Oriente)
(Ocidente)
Fina flor
que desponta
no asfalto...
Vruuuum.
Semeiam sonhos
os infantes
esquecidos,
abandonados
à beira da estrada.
Congeminam maravilhas
por essas mesmas milhas
de permeio.
O esturpor,
o freio
e o rigor
procuram revoltar-se...
Mas antes,
ecoa a fibra
que tudo liga
e era a aragem
que aqui deixa uns pós
reminiscente.
quarta-feira, março 12, 2008
Tem vezes em que só me apetece desfazer da clausura, em que sinto uma necessidade asfixiante de desenterrar a pureza do esforço e da continuidade do esforço. Remeter de volta toda a discrição do consolo que é o hábito, pequenos impulsos meramente fáceis, simples esquissos de anestesia frustrada. Reorganizar a mente, a palavra, o sonho e a aproximação. Regressar. Reconquistar, dir-se-ia quase. Primeiro recolher, e por fim reagir novamente... São estas as palavras desta noite em que me custa o pasmo existencial e a inércia redundante, por contraste ao interior batimento do coração.
domingo, março 09, 2008
Inspiro-me
nos teus olhos.
(tudo a desfocar-se...)
Um fascínio natural
soergue-se do medo
e suspira a memória,
dobrada a esquina lúcida.
Encontro a criança
impossível,
intangível
nos contos que foi
o sonho ido,
o sono vivido
em serena emoção.
Percebo o que é
o sublime.
Regresso a mim
de mim.
Aguardo
a tua presença
celestial
que desnudo
utópicamente
da distância triste
que é a minha luta
contra a minha mesma
distância...
a minha mesma distância,
repito,
algo irritadamente.
Tudo isto se passa ao de leve,
no poema
de fim-de-tarde,
o coração pulsando ao de leve
as tonalidades do pôr-de-sol
e o não querer deixá-las partir
noite e sombra fora...
...o cintilante verde dos teus olhos...
...encarnação viva da eternidade...
...para lá de limiares estéticos...
...o verde suave e absoluto dos teus olhos...
...e sobretudo,
tu contida neles.
nos teus olhos.
(tudo a desfocar-se...)
Um fascínio natural
soergue-se do medo
e suspira a memória,
dobrada a esquina lúcida.
Encontro a criança
impossível,
intangível
nos contos que foi
o sonho ido,
o sono vivido
em serena emoção.
Percebo o que é
o sublime.
Regresso a mim
de mim.
Aguardo
a tua presença
celestial
que desnudo
utópicamente
da distância triste
que é a minha luta
contra a minha mesma
distância...
a minha mesma distância,
repito,
algo irritadamente.
Tudo isto se passa ao de leve,
no poema
de fim-de-tarde,
o coração pulsando ao de leve
as tonalidades do pôr-de-sol
e o não querer deixá-las partir
noite e sombra fora...
...o cintilante verde dos teus olhos...
...encarnação viva da eternidade...
...para lá de limiares estéticos...
...o verde suave e absoluto dos teus olhos...
...e sobretudo,
tu contida neles.
sábado, março 08, 2008
Perseguindo muralhas estéticas
mergulhavam na fossa comum
os alcoviteiros da Liberdade.
mergulhavam na fossa comum
os alcoviteiros da Liberdade.
Tenho dôr para dar. A dôr da realidade,
vertida sussurrada
ao meu ouvido incrédulo,
teimosamente surdo ao eco do espelho.
Não ultimo a concepção. Sou ligeiro,
e custa-me verificar a diferença
sem a alma que sustenta,
sem os anos segurando a rede
de que pressinto o baloiçar
hipotético
por outra dimensão.
Abafado,
o canto ergue-se de poeira,
pueril
como mais esta madrugada -
e afinal, amanhece tarde
pois as nuvens, que foram água,
que seriam correnteza,
são hoje a ditadura da sombra
por onde espreitam os murmúrios,
por onde espreita a palavra.
A mim,
indiscretos amantes do consensualismo.
Dubito-vos mas sem punhal.
Não enxergo o punhal que vos rasga a saia
de rodar
colorida de sociedade,
imposto fluxo
de energias falsas,
razões sonoras, tão somente.
Critico assim migalhas
atiradas aos pombos,
fazendo referência
a algo mais definido
que se me escoa pela mão rugosa,
esburacada à seiva do Sonho.
Escorre-me alguém que me habitava
a aspiração.
Quem era?
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